domingo, 8 de agosto de 2010

Ciclos econômicos brasileiros: do período colonial á republica velha. 1º1 e 3º1 (Ensino Medio)

Disciplina: Geografia


Data de inicio do Projeto: 09/08/2010


Data de Encerramento do Projeto: 03/09/2010


Professor: Israel Henrique de Carvalho


(jcarvalho4745@ig.com.br)


Tutoria pela internet: Segunda e Terça




Olá sejam bem vindos ao Projeto de Geografia. Sou estudante do 2º Semestre do Curso de Geografia (EaD) e Bacharel em Serviço Social.


Bons Estudos.....






Aviso Importante


É importante que cite a fonte nos trabalhos, não só para dar credito aos autores que você pesquisou, como também para o leitor do seu texto, que se tiver algum interesse em pesquisar sobre o assunto, saber por onde começar a pesquisar... certo? então não se esqueça das REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS nas suas atividades ok???









Ciclos econômicos brasileiros: do período colonial á republica velha.



Para começo de conversa....

Economia – é qualquer atividade humana que exista para cumprir uma necessidade e que se relaciona com o ambiente. Ex: Serviço, consumo e exploração.



Introdução


Ciclos econômicos brasileiros

A teoria dos ciclos econômicos na historia do Brasil, por tantas décadas celebrizada, é inesperável do clássico livro de Historia Econômica do Brasil,de Roberto Simonsen,publicado em 1937.Simonsen partiu do principio geral que,dependendo do período histórico de um povo,haveria influência fundamental ora da religião,ora da cultura e da política.No caso do Brasil,no período moderno ,teria sido a descoberta e formação como colônia de exploração de Portugal.

A inspiração de Simonsen foi historiador português João Lucio de Azevedo que, em seu livro A Época de Portugal Econômico, havia estabelecido os ciclos sucessivos da economia portuguesa a partir da expansão marítima, quase todos correspondentes aos produtos coloniais.

Exceto os ciclos da pimenta e dos produtos coloniais africanos, os demais se referiam a produtos do Brasil. Baseado em João Lucio, Simonsen dividiu a história econômica do Brasil em ciclos relacionados á produção para exportação e concebidos como fases econômicas delimitadas, bem articuladas e sucessivas.

O primeiro ciclo importante teria sido o do pau-brasil, madeira encontrada em abundância nas florestas litorâneas, muito apreciada pelas manufaturas têxteis européias como corante. Mas sua importância econômica e de povoamento bem como seu tempo de duração não teriam sido tão grandes quanto aqueles de outros ciclos, apesar de sua importância simbólica. O ciclo da cana-de-açúcar teria sido, de longe, o mais importante e duradouro, deslanchado a partir da década de 1560 e mais rentável que o ciclo da mineração. Baseado nas terras doadas em sesmarias e na escravidão africana, os engenhos proliferaram no século 17, tendo sido esse o “século de ouro” do açúcar.

Segundo estimativas de Simonsen, o produto teria gerado, durante os três séculos do período colonial, uma renda de 300 milhões de libras esterlinas, sendo que o século 17 foi o mais rentável, respondendo por 200 milhões. Outro ciclo Importante seria o da pecuária, atividade essencial para o transporte e para as moendas de açúcar. Acompanhou a criação dos engenhos,mas se dispersou em regiões diferentes.A inadequação das atividades criatórias com, as lavouras canavieiras teria determinado a expansão do gado para o interior,tornando”os caminhos dos currais” um importante fator de penetração e ocupação dos sertões nordestinos e posteriormente,no século 18,da expansão sulina .

Mas foi o ciclo da mineração que estimularia, frisou Simonsen,a interiorização do povoamento e a integração de varias regiões do Brasil.A exploração do ouro e dos diamantes iria promover no interior do Brasil a fundação das primeiras cidades carente de alimentos e meio de transporte.Foi através da ampliação das tropas de mulas e da criação de gado,tanto do nordeste quanto sul,que pode ser criada e funcionar a economia mineradora,pois,segundo Simonsen,ela ocupava terras impróprias para a produção de alimentos.A euforia do ouro,riqueza efêmera e devastadora do século 18,teria dado lugar a uma decadência igualmente espetacular.O ouro,diferente do açúcar,não fixava o colono,e a sociedade mineira não teve tempo de alcançar “suficiente evolução progressista”.

A cafeicultura que se desenvolve no sudeste garantiria ao Brasil mais 100 anos de lucratividade agrícola, no começo o café se concentrou no vale do Paraíba, mas depois adentrou no estado de São Paulo a procura de terra fértil tornando São Paulo o maior produtor de café do Brasil assim possibilitando o inicio da Revolução Industrial brasileira.

Foi Caio Prado Junior, em livro: A Formação do Brasil Contemporâneo (1942), quem rompeu com a ideia de ciclos econômicos, ao apresentar os fundamentos que considerou essenciais da economia brasileira. O autor ultrapassou a ideia dos ciclos como mera seqüência de produtos e regiões, inaugurando uma analise estrutural da economia colonial. Para Caio Prado, a economia criada no Brasil não dependeria das frustrações conjunturais dos produtos para exportação. Qualquer que fosse a região ou produto predominante em certo momento, o motivo único da montagem e funcionamento da colônia de exploração residiria na transferência de excedente para a metrópole. É o que chamou de “sentido da colonização”, alicerçado no tripé latifúndio, monocultura e trabalho escravo.

Pressupondo começo, meio e fim de determinados produto na história econômica a teoria dos ciclos foi posta em xeque. Alem do modelo estrutural de Caio Padro, pesquisas posteriores questionariam frontalmente a ideia de que a economia colonial funcionava por ciclos,Indicando que em nenhum momento os produtos lideres da exportação tiveram suas atividades interrompidas.O pau-brasil foi exportado até bem entrado século 19.O açúcar nunca deixou de se expandir,inclusive por áreas distantes do nordeste,como foi no norte fluminense no século 18.Quando ao ouro,continuou sendo extraído,em escala reduzida,na segunda metade do século 18.

Mas a exportação não é tudo. A partir dos anos 1980, trabalhos como os de João Fragoso demonstraram a existência de um expressivo mercado colonial, o que permitiu uma acumulação interna de capital suficiente para financiar as economias agroexportadoras. Com essas pesquisas, tanto a teoria dos ciclos econômicos como o do sentido da colonização tornou-se insuficientes para explicar a complexidade da economia colonial.

*Texto retirado do Dicionário do Brasil colonial de Ronaldo Vainfas Editora Objetiva.



Tema 1: Pau- Brasil: O inicio de tudo...

O comercio do pau-brasil sem duvida a principal atividade econômica desenvolvida no Brasil pelos portugueses nas terras descobertas por Cabral até cerca de 1530. Sua importância estava na tintura da madeira para as manufaturas têxteis européias, matéria-prima de corantes que variavam do marrom ao castanho claro e, conforme a diluição e as misturas podiam resultar em diversos tons de rosa. Castanho e púrpura utilizados nos panos europeus.

Para explorar era preciso pedir autorização a coroa portuguesa, o primeiro explorador foi Fernando de Noronha em 1501, o pau-brasil explorado era enviado para Amsterdam, onde o pó da madeira raspada e triturada se transformava em corante.

O contrato de arrendamento foi renovado até 1511, depois transferido a Jorge Lopes Bixorda e, de 1513 em diante, permitiu-se a livre exploração mediante o pagamento do quinto (20%) ao rei.

A importância do pau-brasil foi tão expressiva, e tão elevada os lucros que se chegou a consagrar na Historiografia brasileira, a noção de “ciclo de pau-brasil” como o primeiro ciclo econômico de nossa história. No próprio caso do pau-brasil, Alexandre Marchant há décadas mostrou que a exploração do pau tintureiro continuou ativa durante todo o período colonial figurando destaque nas exportações brasileiras ainda na segunda metade do século 19.

Os atrativos do comercio do pau-brasil resultaram desde cedo nas primeiras disputas pelo litoral, no caso de portugueses e franceses.

Não devemos esquecer o papel dos índios no que foi fundamental no processo de exploração do pau-brasil, a começar pelo fato que eram eles que cortavam a madeira e transportavam até o navio. Era trabalho árduo, considerando-se o tamanho das árvores,a espessura dos troncos e seu peso.

Em troca desse serviço, os nativos recebiam facas, espelhos, miçangas, tesouras, agulhas, foices e machados (quinquilharias).

Do lado dos europeus, o negocio do pau-brasil estimulou a fundação de feitorias em toda a costa brasílica, sobretudo pelos portugueses e estimulou desde cedo à regulamentação da coroa lusitana.

O pau-brasil geograficamente se estende do cabo de São Roque Rio Grande do Norte até Cabo Frio Rio de Janeiro.



Texto de apoio: A invenção do Brasil



O nome Brasil que veio a ser dado ás terras descobertas por Pedro Álvares Cabral,em abril de 1500,possui uma história peculiar,misturando as lendas mais mirabolantes com os interesses materiais mais concretos e imediatas.Cabral deu á terra o nome de Ilha de Vera cruz após a primeira missa rezada em Porto Seguro,mas convencido por seus capitães acerca da provável continentabilidade das terras descobertas,mudou o nome para Terra de Santa cruz.Mas também esse nome sagrado não prosperou na denominação da terra.Os marinheiros chamavam-na com freqüência de “Terra dos papagaios”e muitos cedo triunfou entre eles o nome “ Terra do Brasil”,do mesmo modo que os marujos franceses a chamavam de “Terra du Brésil”.A razão estava no comercio do “pau de tinta” que uns e outros faziam nas primeiras décadas do século 16:o pau-brasil.

Escrevendo em 1627,frei Vicente do Salvador ousou estabelecer uma relação entre o triunfo do nome Brasil,a exploração da Madeira tintória e os ardis do demônio no Novo Mundo.Explicou que,como o diabo perdera o controle sobre os homens após o advento do cristianismo,mudara-se para o mundo desconhecido,ora descoberto,e “receando perder também o muito que tinha em os (homens) desta terra”,trabalhou para que se esquecesse o nome de Terra de Santa Cruz e “que lhe ficasse o de Brasil,por sua causa de um chamado de cor abrasada e vermelha com que se tingem panos”.

Lamentava muito frei Vicente a opção pelo nome de um “pau com que tingem panos que o daquele divino pau”,ou seja,o lenho da cruz de Cristo que inspirara o primeiro batismo na terra.Já Gandavo,escrevendo em 1576,insistia em que o nome de Terra de Santa Cruz devia ser restaurado,confirmando a versão de que se vulgarizara o nome Brasil em razão do “pau da tinta” que ali se explorava,”por ser vermelho e ter semelhança a brasa”.O esforço de Gandavo ou a lamurias de Frei Vicente forma em vão e Brasil triunfou como nome.

Mas o Brasil possuía origens bastante remotas. Capistrano de Abreu registrou a existência de um arquipélago imaginário, as “ilhas de Brasil” que,entre 1351 e 1508,teriam conhecido múltiplas variações e grafias:Brazi, Bracir,Brasil,Brasill,Brazil,Brazilee,Brazille,Brazill,Braxili,Braxill,Braxylli,Bracil, Braçil, Braçill, Bresill, Bresilge.Um mapa de 1367assinalava três ilhas “Bracir”,doravante indicadas em diversas cartas marítimas, e a mais meriodinal dessas ilhas se localizava na altura do arquipélago de açores,na latitude do cabo de São Vicente,sendo a segunda assinalada no cabo da Finisterra, na latitude da Bretanha, e a terceira perto da costa da Irlanda.É a propósito da Irlanda,alias,que surgiu desse arquipélago imaginário jamais encontrado pelos europeus.Deveria a “ilha Brazil”da fantástica ilha de São Brandão,monge irlandês do século 6 que teria navegado em busca do paraíso terreal,dando origem á lenda da navegação de São Brandão,Muito difundida na Idade Media.O monge existiu,e foi mesmo canonizado,mas a tal ilha integrava o imaginário europeu sobre os “outros” mundos,embora figurasse em vários mapas,fossem portulanos,fossem do tipo imago mundi.É possível assim,como sugeriu Jaime Cortesão,que a ideia de uma “Iha Brasil” tenha sido concebida pelos portugueses sob uma forma de um “Mito geopolítico”, ao que se acrescentou o apelo comercial do “pau vermelho”, que superou, ao mesmo tempo ,a Santa Cruz e os Papagaios.

Triunfou o Brasil na fala dos navegantes quinhentistas e no vocabulário das autoridades metropolitanas, pois foi chamado de Estado do Brasil o território português na America quando da criação do governo geral,em 1548,englobando as capitanias hereditárias distribuídas por D. João III na década de 1530. O Brasil da época não passava da estreita faixa litorânea ocupada descontinuamente entre o nordeste e São Vicente. Foi com o passar do tempo que as terras mais ao norte, ao sul e no interior, pertencentes a Portugal ou mesmo incluídas na parte espanhola da America, forma configurando o território do atual Brasil. E vale dizer que ao sul e ao norte foi preciso desalojar franceses: os da França Antártica,nos anos de 1560, liberados por Villegaignon e depois por Bois-le-Comte;e os chefiados por La Ravardiere, no Maranhão,no inicio do século 17.

Nem de longe, porem, a atual Brasil se configurou como tal na organização política da época. Desde 1608,já no tempo da dominação filipina em Portugal,esboçou-se uma divisão entre os governos do norte e do sul,entendendo-se as capitanias do sul com os territórios do Rio de Janeiro,Espírito Santo e São Vicente.Em 1621 a remodelação se redefiniu:o Estado do Brasil passaria a compreender as capitanias ao sul do rio grande do norte e o Estado do Maranhão englobaria o território do Cabo de São roque até a Amazônia,medida implantada em 1626,sendo a capital do norte instalada em São Luis.Apos a Restauração Portuguesa,em 1640,o Maranhão se reintegrou ao Brasil por breve lapso,em 1652,para dois anos depois restaura-se o Estado do Maranhão e Grão-Pará.Quase 100 anos depois,em 1751,o nome desse Estado se Inverteria para Estado do Grão-Pará e Maranhão,e sua capital seria transferida para Belém.Ele se manteve completamente autônomo e diretamente ligado a Portugal.Administrativamente,não fazia parte do Brasil português.

No que toca ao Estado do Brasil,há que registrar a progressiva expansão para o oeste e para o sul,abrindo-se conflitos importantes com os castelhanos Poe questão de fronteira,litígios em parte resolvidos nos diversos tratados luso-espanhóis do século 18.

Com o tempo,varias capitanias foram criadas,outras extintas,algumas adquiridas pela Coroa,a exemplo de Pernambuco.

Alargar-se-ia o Estado do Brasil,e a repartição do sul,cuja sede de governo era o Rio de Janeiro,alargaria ainda mais sua jurisdição territorial.A própria cidade do Rio de Janeiro seria elevada á cabeça do Brasil e do mundo atlântico português do século 18,papel muito reforçado no tempo da mineração, passando a ser capital do Brasil em 1763,ano em que o Estado passou a ser governado por vice-reis.Seria a partir do Rio de Janeiro ,na verdade cada vez mais fortalecido,que se construiria a futura territorialidade do Brasil – nação, primeiramente com a instalação da Família Real na cidade.

A inexistência, no período colonial, do que a partir de 1822 passou a ser o Brasil – quer do ponto de vista de uma nacionalidade brasileira, quer do ponto de vista territorial – tem levado alguns historiadores a questionar o uso da expressão Brasil colônia ou Brasil Colonial.Prefere-se,para evitar o “anacronismo”da expressão,o uso de America Portuguesa,termo capaz de englobar o conjunto de territórios lusitanos em sua porção da America.Ocorre que também este ultimo termo era completamente inusual no período colonial,usado solitariamente por Sebastião da Rocha Pita,em 1730,em seu livro A historia da America Portuguesa.O uso do termo colonial qualificativo do Brasil entre o século 16 e inicio do século 19 não parece ser,assim,de todo impróprio,se a referencia for a cronologia,e não o território ou a conseqüência de nacionalidade – esta ultima ausente mesmo nas “conjurações”e “inconfidências” do final do século 18.

*Texto retirado do Dicionário do Brasil colonial de Ronaldo Vainfas Editora Objetiva.



Tema 2: A doce era do açúcar



*O território brasileiro foi dividido em 12 capitanias hereditárias*,com a intenção de efetuar uma rápida colonização e espantar os piratas franceses,

*Em alguns pontos do litoral brasileiro o Pau-brasil já estava quase extinto por isso a partir de 1530 o governo português entrega na mão da pequena nobreza as capitanias para estabelecer povoados e cultivar a cana-de-açúcar,

*Mas por que a cana-de-açúcar? – Pelo fato de ser uma planta de origem tropical, pela experiência adquirida pelos portugueses em plantações nos arquipélagos de Açores e Madeira e por ser um produto que contava com um mercado em constante expansão o que tornava o produto caro,

*Caio Padro Junior em sue livro “A historia econômica do Brasil” – relata que as capitanias eram entregues a pessoas sem poder aquisitivo, não conseguindo estabelecer povoado e produzir a cana-de-açúcar ocasionando no fracasso total.

*A metrópole implanta o chamado Pacto Colonial*,

*Dás 12 capitanias distribuídas por D. João III, somente 2 prosperaram: São Vicente e Pernambuco.

*A mão-de-obra utilizada nas plantações eram escravos negros africanos, pelo fato de ser uma escolha barata e pela falta de interesse dos portugueses em vir trabalhar nas lavouras brasileiras,

*O transporte do açúcar era feito pelos holandeses, originando assim em 1621 a companhia das Índias ocidentais,


2.1- A invasão Holandesa



*A invasão Holandesa no Nordeste esta totalmente vinculada a União da Coroas Ibéricas* e á guerra pela Independência que as Províncias Unidas dos países baixos moveram contra a Espanha.

*A Espanha proibi o comercio com a Holanda,

*As tentativas de invasão começam em 1624, mas somente em 15 de fevereiro de 1630 iniciou o desembarque em Olinda, os portugueses não conseguem organizar um exercito capaz de repelir a invasão.

*Vemos o inicio do domínio holandês,

*O historiador Evaldo Cabral de Mello, divide em três partes o período da invasão holandesa,

1630 até 1637: Resistência luso-brasileira

1637 até 1644: Domínio holandês

1645 até 1654: Reconquista do Território (Começa-se a organização do exército brasileiro),

*O personagem principal dessa invasão é Mauricio de Nassau Governador do Brasil holandês, que aprova varias medidas para incentivar a produção de cana-de-açúcar,

*Libera o empréstimo para os fazendeiros,

*Implanta a liberdade de culto

*Convoca engenheiros, naturalistas, matemáticos e artistas, sob o mecenato de Nassau, investigavam a natureza e transformam a paisagem nordestina. Recife se se tornou uma das cidades mais importantes da América, com modernas pontes e prédios,

*Mauricio de Nassau investiu muito na urbanização de Recife deixando a companhia das Índias endividada, para sanar suas dividas colocou um boi para voar atraindo varias pessoas no dia da inauguração da ponte que ligava Recife,


* 1640 – Portugal torna-se independente e juntamente com os brasileiros expulsa os holandeses do Brasil.

*Com as experiências absorvidas aqui no Brasil, os holandeses implantaram o sistema açucareiro nas Antilhas, isso fez o açúcar baratear, não valendo, mas a pena sua produção de comercialização.



Textos de Apoio –


*Capitanias Hereditárias

O sistema tinha como modelo o antigo senhorio português de fins da Idade Media então ajustado ao contexto utramaritimo. Consistia na concessão real de largos domínios, provendo privilégios a particulares incluindo atributos de soberania, como o direito de fundar povoações, nomear funcionários, cobrar impostos e administrar a justiça.

O documento que era entrega pela Coroa era chamado de Carta de Doação.

O capitão assumia a obrigação de repartir as terras em sesmarias, junto a seus colonos, os beneficiários podendo dividir as terras por outros colonos. Os capitães ficavam encarregados de receber certo número de impostos destinados ao rei.

As primeiras cartas de doação foram expedidas nos anos de 1534 e 1536. Foram doadas,em 1534,as capitanias de Pernambuco, a Duarte da costa etc.

Na década seguinte, o próprio D. João III decidiu incorporar a capitania da Bahia, tornada devoluta em função da morte de Francisco Pereira Coutinho. Em 1548 o rei a transformou-a em capitania da coroa e,com recursos régios,ali estabeleceu “uma organização mais vigorosa”,sem abolir o sistema das hereditárias,criando o governo geral.



*Pacto Colonial

Considerando um dos elementos construtivos das práticas mercantilista do Antigo regime, a noção de pacto colonial se conjugou á ideia de exclusivo mercantil ou monopólio comercial que caracterizou o sistema colonial da Época Moderna. Essa foi à perspectiva adotada por Caio Prado Jr. Ao formular sua clássica tese sobre o “sentido da colonização” do Brasil, a sabre:o fornecimento de gêneros tropicais ou metais preciosos para a Europa,explorados pela Metrópole portuguesa em regime de monopólio.Fernando Novais inseriu essa política colonial no processo de acumulação primitiva de Capital,também chamado de “capitalismo comercial”ou “mercantil”.O sistema Basear-se-ia em dois pólos complementares:um centro de decisão,a metrópole,e outro subordinado, a colônia ,submetida á primeira por uma serie de mecanismos político-institucionais.

Esse quadro esquemático das relações entre metrópole e colônia,se ajuda a compreender os mecanismos estruturais do sistema colonial,pressupõe,contraditoriamente,uma relação unilateral de pacto,alem de não considerar a dinâmica interna da economia colonial.

Perspectiva bastante diversa para pensar a noção de pacto colonial foi empreendida por Evaldo Cabral de Mello,sobretudo no Livro A fronda dos mazombos.Ao estudar a relação do que chama de aristocracia de Olinda – a nobreza da terra – contra os comerciantes portugueses do Recife,no episodio que ficou conhecido como a Guerra dos mascates(1710- 1711),destaca a nação de relação contratual entre Pernambuco e a Coroa.

De todo modo, a ideia de pacto como contrato político contribuiu para iluminar outros aspectos da relação entre colônia e metrópole.

Como afirmou Evaldo Cabral de Mello, o pacto colonial, por mais que fizesse parte de um projeto embrionário do Estado, teve que se curvar ás exigências do cotidiano do “viver em colônia” e foi tecido do processo de construção das complexas relações entre os homens da terra e os colonizadores.


*União das Coras Ibéricas

Anexação de Portugal pela Espanha entre 1580 e 1640, a chamada União Ibérica resultou de longa relação entre as duas monarquias peninsulares.

Os acontecimentos que levaram á união,em 1580,tiveram inicio no conturbado momento político português após a derrota de D. Sebastião. Desaparecido no Marrocos aos 24 anos de idade com boa parte de seu exercito, o jovem rei não deixara herdeiros par o trono ficando o reino a cargo de seu tio-avô, o cardeal D. Henrique. Já velho pediu a Roma a retirada do voto de Castidade para poder se casar e deixar herdeiros.

Mas antes de conseguir a permissão o cardeal faleceu, o governo ficou nas mãos de uma junta de governadores, mas tudo mudou em 1580 quando o exercito espanhola invadiu Portugal declarando sua anexação a Espanha.

Assim, a anexação de Portugal em 1580 teve, para os espanhóis, um caráter de “recuperação” e integrava a política imperial de Felipe II, enquanto que para boa parte dos portugueses só poderia significar ultraje e humilhação.

Ciente da tensa situação política do reino, Felipe II fez questão de ressaltar que a união das Coroas não significaria a perda da independência de Portugal, mas caracterizava a formação de uma monarquia dual, preservadas as instituições políticas e administrativas portuguesa.

A restauração se deu por volta de 1640, pela insatisfação da Nobreza e o desrespeito do rei Felipe II com a autonomia portuguesa.

*Textos retirado do Dicionário do Brasil colonial de Ronaldo Vainfas Editora Objetiva.


Tema 3: Pecuária “Os zebus invadem o Brasil”



*A pecuária assumi um papel importantíssimo na economia nordestina durante a decadência da cana-de-açúcar,

*Correspondia por 5% da economia colonial

*Características: Atividade de subsistência e intineirante,

*Oferecia aos senhores de engenho Carne e Tração animal,

*A pecuária esta totalmente ligada à ocupação do interior da região nordeste, nas palavras de Fernando Novais - “A pecuária dependia muito dos pastos,por esse motivo tiveram que abandonar o litoral e rapidamente ocuparam o sertão.”

*Os grandes focos dessa atividade foram a Bahia e Pernambuco,

*A mão-de-obra era bem diversificada, composta por brancos pelo fato dessa atividade não exigir grandes quantidades de capital e por índios e negros que se adaptaram rapidamente as tarefas auxiliares,

*A decadência dessa atividade esta ligada á uma grande seca que atingiu a região nordeste na época e a descoberta de ouro em Minas Gerais.



Tema 4: A cobiça brilha dentro dos olhos dos portugueses,o ouro finalmente é encontrado.



*A mineração possibilitou uma colonização do interior do Brasil,

*As remessas de ouro e diamantes para,Portugal propiciou o soerguimento do Estado português após a restauração em 1640,

*Com o ouro brasileiro D. João V ,construiu aquedutos,gigantescos mosteiros e luxuosas festas religiosas,terminando o seu reinado com enormes dividas,

*A atividade Mineradora tem sue começo no século 17,

* A exploração do ouro fará o governo português criar órgãos centralizados para fiscalizá-la,

*Em 1702 criou-se o Regimento dos Superintendentes, Guardas-Mores e Oficiais Deputados para as Minas de Ouro,

*Os lotes que se encontravam pedras preciosas eram divididos em “Datas”,

*O tamanho das “Datas” que cada um podia postular variava conforme o numero de escravos – concedendo-se 5,5 metros em quadra por escravo, ate o Maximo de 66 metros,

*Havia dois tipos de extração aurífera: a das lavras (jazidas organizadas em grande escala e com aparelhamento para a lavagem do ouro) e a dos faiscadores, que empregavam somente a bateia, o contumbê e ferramentas toscas;

*Geograficamente, a mineração se expandiu entre a serra da Mantiqueira, na capitania de Minas, e a região de Mato Grosso e Goiás, sem contar alguns veios insignificantes em São Paulo e Bahia,

*Juntamente com a mineração o governo português construiu varias estradas e para o escoamento da produção, ex: o caminho dos currais do Sertão para a Bahia; o caminho velho, que ligava o rio das mortes e o arraial de Vila Rica os portos de Santos ou Parati, passando pelo interior de São Paulo; e o Caminho Novo para o Rio de Janeiro, passando pelos rios Paraíba, Paraibuna, Irajá e Iguaçu,

*As casas de Fundição, tinha a função de recolher, fundir em barras e “quintar” (retirar o quinto da Coroa) todo o ouro extraído,

*Os impostos eram sufocante para os mineradores como, por exemplo, o Quinto: 20% do ouro extraído devia ser entregue á coroa na forma de tributo, o Sistema de Fintas: 30 arrobas anuais que correspondem a cerca de um quinto da produção,etc.

*Curiosidade: Para fugir dos impostos portugueses algumas famílias colocavam grandes contias de ouro dentro de imagens de Santos que eram enviados para fora da colônia, o que ficou conhecido como “Santo do pau oco”,

*Diferenças entre a cana-de-açúcar e a mineração – “No Brasil, homens de escassas posses sentiram-se atraídos pela possibilidade de explorar ouro sem grandes custos, razão pelo qual Celso Furtado atribui uma grande diferença entre a atividade mineradora e a açucareira, não só em termos de investimento de capital como no tipo de mão-de-obra utilizada. Apesar de reconhecer que o escravo era a principal mão-de-obra, afirma que ele jamais constitui a maioria da população na capitania. Acrescenta furtado que as diferença entre Minas e o Nordeste açucareiro seriam ainda maiores no tocante á estratificação social, pois se nas regiões do açúcar os que não fossem senhores de engenho teriam escassa chance de ascensão,em Minas simples faiscadores (homens livres pobres) poderiam com sorte,enriquecer.”

“Segundo Furtado, apesar de ter estimula da forte alta de preço nos gêneros e, portanto a fome, a mineração trouxe saldo positivo para outras regiões coloniais, fomentando o desenvolvimento de áreas abastecedoras.”

“Também Celso Furtado pressupõe maiores possibilidades para os pobres e para a alforria de escravos que através do contrabando ou pela descoberta de grandes pepitas, conseguiam comprar sua liberdade.”

Trechos retirados do Dicionário do Brasil colonial de Ronaldo Vainfas Editora Objetiva.

*A decadência foi relativamente rápido e,em 1780,a renda da mineração era menos da metade do que fora em seu auge. A Coroa insistia em atribuir a decadência da receita do quinto ao contrabando, decerto a decadência da receita do quinto ao contrabando, decerto efetivo, mas pouco decisivo no decréscimo da extração.

*Diante da crise mineradora, muitos historiadores visualizaram uma decadência geral da decadência geral da capitania a exemplo de Celso Furtado, para quem “em nenhuma parte do continente americano houve um caso de involução tão rápida e tão completa de um sistema econômico constituído por população, sobretudo de origem européia”.

*Interpretação discutível, pois se algumas regiões se despovoaram, a capitania continuou a ser mais populosa, mesmo quando á população escrava, a contraria a imagem de uma sociedade estagnada ou decadente.

4.1- Inconfidência Mineira

Varias categorias sociais participaram da Inconfidência mineira: intelectuais, poetas, funcionários públicos, religiosos, militares,comerciantes e pessoas de origem mais humilde,como Tiradentes.No entanto,a ideologia que sustentava era fortalecimento elitista.Por exemplo,apesar de pregarem a instauração de uma Republica,os inconfidentes não se preocupavam com a questão da Escravidão.O movimento se inicio com oposição á administração pombalina,criadora da derrama,e á proibição feita por D. Maria I de instalar industrias manufatureiras nacionais.

Aderindo á insatisfação generalizada, os intelectuais também começaram a demonstrar seu descontentamento. Influenciados pelas ideias iluministas (muitos haviam estudado na Europa), e animados pela independência dos Estados Unidos, imprimiram um caráter revolucionário á revolta. Os conspiradores se reuniam para determinar os destinos do movimento e seus objetivos. A decretação da derrama,em 1789,foi o pretexto que eles esperavam para desencadear a rebelião.

No entanto, Joaquim Silvério dos Reis, um inconfidente, delatou ás autoridades. Para sufocar a revolta, a derrama foi suspensa, e os revoltosos, presos.Abriram-se vários inquéritos (a chamada devassa) para apurar as responsabilidades de cada um.Muitos inconfidentes foram exilados,outros acabaram presos,e outros ainda,perdoados,sobretudo os que pertenciam as classes sociais mais influentes.

O alferes Tiradentes, talvez um dos mais pobres entre os conspiradores, acabou acusado por alguns e assumiu a liderança na revolta. Para servir de exemplo, (nas palavras do historiador Boris Fausto - “Chamou de grande encenação da Coroa Portuguesa buscando mostrar sua força desencorajando futuras rebeldias”) foi enforcado em 21 de abril de 1792 e em seguida esquartejado. Apesar da importância política de Tiradentes, é preciso ressaltar que sua figura foi mitificada no final do século 19 pelos republicanos, que, desejando divulgar seus ideias, os associaram ao martírio do líder inconfidente.

Texto retirado do livro: História Geral e do Brasil Jose Geraldo e Vinci de Moraes Volume único Editora Atual.



Texto de Apoio: Alejadinho

O mais famoso artífice mineiro do período colonial,batizado como Antonio Francisco Lisboa,mas conhecido por essa alcunha a partir de 1777, quando uma doença degenerativa começou a atingir seus membros inferiores e mãos.Ele nasceu em 1738,em Vila Rica (atual Ouro Preto),do relacionamento do relacionamento do renomado arquiteto português Manoel Francisco Lisboa com uma escrava,e foi provavelmente na oficina paterna que o escultor e entalhador mulato aprendeu as lições de desenho arquitetônico.

O contato com as técnicas européias,trazidas para minas Gerias por João Gomes Batista, encarregado da Cunhagem na Fundição de Ouro de Vila Rica,deve ter contribuído igualmente para sua formação.

A primeira obra de vulto de Alejadinho consistiu na elaboração,cerca de 1776,do risco da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Vila Rica,para cujo templo confeccionaria também, mais tarde,os púlpitos, a capela-mor,o lavabo da sacristia portada e o medalhão da fachada,tornando-o um dos mais belos exemplares da arquitetura da America Portuguesa.A originalidade de suas, composições e a habilidade com que as executava tornaram-no muito requisitado pelas mais opulentas irmandades leigas da capitania, aplicando-se a esculturas em pedra-sabão e a obra de talha, em diversas outras igrejas.A partir de 1796, consagro-se dez anos á obra de composição monumental dos Passos e dos profetas do adro do santuário do bom Jesus do Matosinhos,em Congonhas dos Campos,inspirado na disposição daquele de mesmo nome situado em Braga,Portugal.

A obra de Alejadinho não pode ser dissociada do patrocínio das irmandades Leigas de Minas Gerais, as quais, contornando as limitações imposta á Igreja pelo regalismo da Coroa, buscavam superar-se mutuamente na suntuosamente dos templos que construíam,desenvolvendo uma religiosidade única na colônia.Entre tais associações ocupavam um lugar á parte as ordens terceiras que, gozando de inúmeros privilégios conferidos pela Santa Sé e de rigorosos estatutos de pureza de sangue, aglutinavam os segmentos brancos da população.Nas Minas, em função da proibição regia para o estabelecimento de ordens regulares,elas gozam de considerável autonomia, o que lhes permitiu desvencilharem-se das influencia barroca da arte conventual dos carmelitas e franciscanos a que estavam subordinadas, viabilizando a introdução de experiências inovadoras que desembocaram no estilo rococó de fins do século 18.Não obstante,a autonomia artística das ordens terceiras em Minas era apenas relativa,difundindo-se, por exemplo, em diversos templos da Ordem Terceira de São Francisco temas iconográficos e formas devocionais típicas das ordens franciscanas.

Um dos principais atores dessa febril atividade espiritual e artística, o Alejadinho, devido ás rígidas barreiras raciais erguidas para a escolha de componentes das ordens terceiras,jamais ingressou nela.Apesar disso,essa intensa rivalidade entre as confrarias de Minas Gerais teria propiciado ao seu gênio, segundo Germain Bazin, passar da condição de artesão para a de artistas, em sentido moderno, convertendo-se no representante mais destacado do primeiro movimento significativo que a America Portuguesa conheceu.Faleceu em 1814.

*Texto retirado do Dicionário do Brasil colonial de Ronaldo Vainfas Editora Objetiva.



Tema 5: O ouro verde invade o Brasil pelo Norte mais prospera no sudeste.

*Em 1627 o Sargento – mor Francisco de Mello Palheta, a pedido do governo do Estado do Grão-Pará lançou-se numa missão para conseguir mudas de café,

*Viajou a Guiana Francesa,

*Ele se aproximou da esposa do governador da capital Caiena,

*Presenteando o sargento “pelos serviços prestados” a esposa do governador fornece sementes de café enroladas em folhas de bananeiras,

*As primeiras plantações localizavam-se na Região Norte do Brasil,

*No ano de 1800, o desembargador João Alberto Castelo Branco trouxe as primeiras mudas para a Região Sudeste,

*O plantio foi um verdadeiro sucesso,

*Os principais produtores são os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, mas a partir de 1959 passou a ser o Estado do Paraná,

*Isso garante a lucratividade agrícola brasileira,

*As ferrovias inglesas garantem o transporte do café e o surgimento de cidades como Rio Claro, Jundiaí, etc.,

*Mão-de-obra: Escravo negro, mas a partir da assinatura da Lei Áurea em 1888 a Mão-de-Obra passa a serem Imigrantes Italianos,

*A cafeicultura começa no vale do Paraíba pelo do clima favorável,terras férteis e o acesso fácil ao Porto de Santos,

*O maior comprador de café brasileiro era os E.U. A,

*A decadência da cafeicultura é ocasionada pela quebra da bolsa de Nova York em 1929,

*O governo rapidamente toma medidas para controlar o preço do café

*É Convocado o Convenio de Taubaté – Reunião entre os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro,

*A decisão mais importante foi que o governo assumiu o dever de absorver o excesso da produção de café,

*Entre os anos 1929 e 1933 foram queimadas mais de 33 mil sacas de café para controlar o preço do café,

*Empréstimos aos fazendeiros para investir em outras atividades econômicas,

*Após a falência do café, alguns fazendeiros investem na atividade industrial e pela 1ª vez vemos o governo incentivando a industrialização brasileira.



Texto de Apoio: Café e a  Revolução Industrial

Como sabemos, no passado, o estado de São Paulo foi considerado o maior produtor de café do Brasil. No entanto, provavelmente, na atualidade, já perdeu este titulo para o estado de Minas Gerais. A seguir, acompanhe uma passagem sobre a chegada e os primeiros passos da produção de Café.

O café chegou ao Brasil por Belém do Para, em 1727.Algumas mudas e sementes foram trazidas pelo sargento-mor Francisco Melo Palheta depois de uma visita a Guiana Francesa, onde as ganhou sigilosamente da esposa do governador do território.

A planta atinge o Rio de Janeiro entre 1760 e 1762, vinda do norte.As primeiras plantações ficavam nos quintais das casas e na chácara dos frades barbadinhos,de onde se irradiaram para São Gonçalo, Rezende e Campo Grande.De campo Grande o café alcança a Serra na direção de São João Marcos e Areias em meados de 1790, onde chega a província de São Paulo.

A expansão da lavoura cafeeira no Brasil seu deu pela valorização do produto no mercado externo.O consumo do café, uma bebida estimulante, se difundiu na Europa e nos Estados Unidos entre as camadas populares, ampliadas devido á Revolução Industrial.Nessas regiões em processo de industrialização, o fator climático impedia o seu cultivo.A demanda já era grande no final do século 18, e aumentou ainda mais nas décadas seguintes.

Diversas condições se associaram para fazer de São Paulo, ao longo do século 19, o maior produtor de café do país: Clima quente e úmido, terras férteis cobertas por vegetação a ser derrubada, estrutura agrícola de exportação já montada pelo açúcar, comunicação com um bom porto de escoamento, estoque de mão-de-obra escrava e fazendeiros experientes nos meios de aumentar a produção. (Adaptado de Camargo, 2004, p.117 – 120).



Exercícios para Fixação



Atividade 1- Produção de Texto

Escreva um texto em que você determine e faça uma correlação entre o nosso passado colonial e a nossa atualidade econômica. Procure encontrar permanências e rupturas com a lógica de exploração econômica estudada nessas unidades, como, por exemplo, nas questões do trabalho, no modo de utilização da terra, no modo de vida do trabalhador, na distribuição das riquezas ou na balança comercial.

Obs. Podem ser utilizados jornais, artigos ou outros livros. Lembre-se de sempre citar as suas fontes de pesquisa!



Atividade 2- Interpretação de Texto



O boi não bateu asas, mas voou

Conheça a incrível história do animal que passeou pelos céus de Recife no século 17!

E então:você acreditaria se alguém lhe contasse que boi voa? Brincadeira ou não, no tempo que os holandeses invadiram o Recife, um boi voou nos céus da cidade.Essa história, que pode parecer sem pé nem cabeça, começa assim...

Você já deve ter ouvido falar que, para explorar as riquezas naturais do Brasil, veio gente de toda parte.Entre 1580 e 1640, os reinos de Portugal e Espanha dividiam o domínio do território.Nessa história,havia também os holandeses, antigos parceiros dos portugueses na produção de açúcar e responsável por sua distribuição no mundo, mas inimigos dos espanhóis.E ai, tudo começa.

Proibidos pelos espanhóis de continuar no Brasil,os holandeses, a partir de 1630, invadiram e dominaram boa parte do Nordeste.Até 1654, fizeram a sede do governo no Brasil Holandês em Pernambuco.Entre seus principais feitos esta a fundação da cidade Mauricia, na ilha chamada Antonio Vaz, atual Recife.O nome da cidade foi uma homenagem ao governador mais famoso na conquista holandesas no Nordeste brasileiro:o Conde Mauricio de Nassau.Ele governou o chamado Brasil Holandês entre os anos de 1644, e foi responsável pelo inesperado vôo do tal boi.



Um dia, um boi, uma ponte

No dia 28 de fevereiro de 1644, um domingo, seria inaugurada uma ponte de madeira que o Conde Mauricio de Nassau havia construído em Recife.Pra a ocasião, o nobre holandês organizou um grande espetáculo de comemoração que marcaria também o dia de sua partida do Brasil em retorno á Holanda.Ele queria muita gente e, para isso, conclamou toda a população para assistir a um fato inusitado: ele faria “um boi voar” sobre sua ponte.

A ponte sobre o Rio Capibaribe separava o Recife, sede do governo, da ilha de Antonio Vaz, onde o Conde Morava. Era uma obra grandiosa. A ponte possuía uma parte levadiça, permitindo a passagem de grandes embarcações. E o boi, como havia prometido o governante, iria sobre ela.

Ninguém conseguia imaginar de que forma uma animal pesado e terrestre como um boi poderia voar.Nassau, por sua vez, aproveitaria a curiosidade geral para ganhar dinheiro e recuperar os gastos com as obras de construção.Todos que quisessem assistir ao espetáculo teriam de pagar uma quantia em dinheiro.

No finzinho da tarde do domingo, o Conde colocou um boi empalhado pendurado em uma corda que estava amarrada entre as duas torres do palácio Friburgo, sede de seu governo, passando sua divida com a sociedade.



Como assim???

Embora parecesse mágica ou algo inexplicável, Mauricio de Nassau nada mais fez do que usa sua engenhosidade e seus comhecimentos básicos de ciências.Primeiro escolheu o animal que participaria do espetáculo.Deveria ser um boi manso, que se mantivesse parado durante todo dia, para ser observado por todos.Escolheu então o “boi Melchior”, um animal de pelo amarelado, famoso na cidade por entrar nas casas e subir escadas.

Enquanto o povo observava de dia, no chão, o boi que iria voar á noite, o Conde ordenou que se arranjasse um bom pedaço de couro foi inflado como um balão.Ai, foi amarrado em cordas bem finas, que não pudessem ser vistas pelo publico, que lotava as praias e os barcos.Preso por roldanas, o falso boi foi controlado por alguns marinheiros que o faziam dar muitas cambalhotas em pleno ar para o delírio de todos que pagavam para assistir ao grandioso espetáculo!!

A apresentação aconteceu com a presença de muitas pessoas, certamente de queixo caído ao ver algo tão inesperado e maravilhoso.O conde foi muito aplaudido pela sua peripécias.Mauricio de Nassau cumpriu a promessa de fazer o boi voar, ficando muito conhecido e admirado por todas aquelas pessoas pela sua criatividade e astucia.

A inauguração da ponte com boi voador fez tanto sucesso que entrou para história dos holandeses em Pernambuco. E mais, os cofres da Coroa Holandesa faturaram uma boa cifra com a cobrança de ingressos, recuperando quase todos os gastos com a construção da ponte.

Por causa dessa peripécia, de outras tantas e de suas grandes obras, o conde se tornou um personagem lembrado ainda pelos pernambucanos.

A história do boi voador atravessa os tempos.Já virou letra de musica e até tema de escola de Samba!

Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola

Responda

1- Escreva as ideias centrais da história do boi voador.

2- Relacione a história do boi voador com a situação econômica do governo de Mauricio de Nassau no Recife.



Atividade 3- Interpretação de Texto



A Estrada Real e a Mineração

A exploração de minerais preciosos no interior do continente levou os portugueses, desde o final do século 17, a buscarem estratégias para a ocupação dessas regiões.Os bandeirante, na sua maioria paulistas, conheciam e dominavam os caminhos para os sertões desde o século 16.Os portugueses não podiam aceitar esse controle por parte das pessoas do lugar, pois ameaçava o monopólio colonial das riquezas que se destinavam ao abastecimento da metrópole.A exploração das riquezas minerais que se destinavam ao abastecimento da metrópole.A exploração das riquezas minerais, controladas pelo governo português, devia reverter em tributos a ser pagos a Portugal, por vias fiscalizadas pelas autoridades coloniais.Assim surgiu o que viria ser a Estrada Real.

Os caminhos para as minas partiam de Piratininga (São Paulo), sob controle paulista que não respondiam ás autoridades coloniais.Os portugueses controlavam a costa e tinham na cidade de Paraty e Rio de Janeiro os portos de acesso ao continente.O primeiro caminho, hoje conhecido com Caminho Velho da Estrada Real, partia de Paraty e seguia até Vila Rica (atual Ouro Preto).Por essa via, o ouro vinha da minas ate Paraty e daí até o Rio de Janeiro,Capital da colônia,seguindo então para Portugal.Esse caminho seguia uma rota a oeste que percorria, em grande parte, a via aberta anteriormente pelos paulistas, um pouco a leste da atual BR 318(Rodovia Fernão Dias).

No inicio do século 18, com o incremento da produção mineira, as autoridades portuguesas decidiram evitar dois perigos: o contrabando em Paraty e o controle do caminho velho pelos paulistas. Abriram o que é hoje conhecido como Caminho Novo da Estrada Real, partindo do Rio de Janeiro, por uma rota a nordeste do caminho antigo. Essa via ai direto do Rio de Janeiro a Ouro Preto e evitava tanto os perigos associados ao contrabando na costa, entre Paraty e o Rio de Janeiro,como o domínio paulista da antiga rota.O caminho novo permitiu que as autoridades portuguesas controlassem a partir de 1707, o acesso ás minas.Embora a nova via tenha sido feita por sertanistas de origem paulista, comandados pelo filho de Fernão Dias Pais Leme, Garcia Rodrigues Pais, o controle ficava firmemente nas mão das autoridades coloniais portuguesas.

Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola


Responda

1- A partir do texto descreva duas características do Caminho Velho da Estrada Real.

2-Apresente dois motivos para a Coroa Portuguesa criar o Caminho Novo da Estrada Real.



Atividade 4 – Interpretação de Texto



Imposto nas áreas de Mineração

A mineração, ao longo da História, sempre representou uma importante fonte de riqueza.Em primeiro lugar, os metais preciosos serviam para a cunhagem de moedas e representavam a capacidade de entesouramento de um país.A descoberta e exploração das minas, a partir de fins do século 17 e inicio do século 18, no Brasil, foi fundamental para a opulência do império português.Os portugueses usavam o metal proveniente do Brasil para pagar sua administração no reino e nas colônias e para dar conta de sue promissos internacionais em particular em relação á Inglaterra.Os ingleses eram aliados históricos dos portugueses, em sua mutua rivalidade contra os espanhóis.Boa parte do ouro brasileiro foi usado pelos portugueses para pagarem por produtos manufaturados britânicos.Isso significa que a Revolução Industrial inglesa, no decorrer do século 18, valeu-se da extração de metais preciosos do Brasil.

A apropriação das riquezas minerais era feita por meio de uma legislação tributaria portuguesa.Desde o século 17, estabeleceu-se que um quinto (20%) do ouro devia ser entregue como tributo á Coroa.A cobrança desse imposto era feita por três formas, a começar pela capitação, que calculava o imposto devido pelo número de escravos, ou cabeça (daí o nome capitação), usado pelo minerador.Esse sistema gerava descontentamento, pois não dependia da efetiva extração do ouro.A partir de 1718, adotou-se o sistema de fintas, que consistia na entrega de 30 arrobas anuías fixas, que se considerava corresponderem a cerca de um quinto do total extraído. O controle tornou-se mais efetivo a partir de 1725, com a introdução das Casas de Fundição, que controlavam a fundição em barras de ouro e retiam a quinta parte do que era produzido, marcando a barra fundida com o brasão da Coroa, o que legalizava essa produção.

Após dez anos, voltou-se ao sistema de capitação, que se estendeu até 1751, quando se ousou o sistema conjugado, com Casas de Fundição e cobrança de cotas anuais fixas de 100 arrobas.Se o total das cotas não fosse atingido, as autoridades podiam fazer uma cobrança forçada de toda a população – era o que se chamava de derrama.As cobranças geram diversas revoltas, sendo a mais importante a inconfidência mineira, de 1789, já quando a produção do ouro havia diminuindo e a cobrança passava a ser mais extorsiva.



Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola

Responda

A partir da leitura do texto, preencha as características dos tipos de impostos na área da mineração

*Quinto

*Capitação

*Sistema de Fintas

Data de entrega de todas as atividades:
1º1 - 19/08 (Quinta-Feira) 
3º1- 18/08 (Quarta-Feira)




Referencias Bibliográficas

Moraes, José Geraldo Vinci 1960- História:Geral e do Brasil:volume único/José Geraldo Vinci de Moraes. – 1ª Ed.- São Paulo: Atual, 2003. - - (Coleção Ensino médio Atual).

Caderno do Aluno 6º serie Volume 4 – 2009 / Elaborado pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas – CENP / Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Vainfas Ronaldo – Dicionário do Brasil Colônia (1500 – 1808):volume único – Editora Objetiva



Bibliografia indica para os alunos realizarem os trabalhos

Livros

Eduardo Galeno – As veias abertas da América Latina

Celso Furtado - Formação econômica do Brasil.

Caio Prado Junior - História Econômica no Brasil

Filmes

A colônia dourada. Dir. Eduardo Escorel. Brasil, 1994.18 min. Documentário. A descoberta das minas leva a colonização portuguesa a penetrar em grande parte do território que hoje constitui o Brasil.

Sites

A febre do ouro. Cultura Brasileira. Disponível em : Site com informações interessantes a mineração durante o período colonial.

Acessar o Google e colocar na área de pesquisa: História do Brasil Recanto das palavras. Acessar o 2º site. Vídeos do Historiador Boris Fausto.

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